Joo Alves de Almeida , um dos anes do Oramento,   um representante bem tpico do mundo diferente do poder poltico, cujas normas de vida seguem padro prprio , diferente do da maioria dos mortais. 

Fez um esforo  para colocar-se na fronteira do poder. Trabalhou inicialmente no comrcio, depois se tornou inspetor nacional da Previdncia. A ambio o levou a freqentar o ponto de encontro de polticos e poderosos de Salvador  Esse convvio rendeu uma aproximao com Getlio Vargas, que , posteriormente, o nomeou delegado do IAPB ( Instituto de Aposentadora e Penso dos Bancrios) da Bahia. 

Depois , conheceu Jango e com ele chegou ao poder. A partir da, iniciou sua carreira de oito mandatos como deputado. Ao sabor dos seus interesses, defendeu um golpe com Jango, mas que fosse com o apoio dos generais e no com cabos e soldados. Esse feeling poltico , possivelmente, o tenha preservado depois do golpe de 64. 

Coerente com o princpio de Maquiavel, segundo o qual os fins justificam os meios, aps o golpe embarcou na Arena e se tornou o homem forte do Oramento. J ento, no continha a exposio de sinais de riqueza, exibindo a sua Mercedes-Benz e o Learjet, que freqentemente servia os amigos.

Na vida particular, tambm, revelou estranhezas de comportamento , prprias da tica desse mundo do poder : do relacionamento com uma sobrinha, teve uma filha (Grace) , que inicialmente foi registrada como filha de Carlos Almeida, filho do deputado. 

Com o escndalo do Oramento, a tranqilidade do deputado foi ameaada, a ponto de no poder andar impunemente pelas ruas. Sua filha , perturbada pelos acontecimentos, foi atropelada e ficou  imobilizada. Com o enclausuramento a que foi condenado,  ela passou a ser  sua razo de vida. 

Hoje, o trao que talvez o mantenha mais ligado ao mundo exterior  a sua vaidade de manter a eterna juventude. 
